Eita que gota serena
Dessa língua tão afiada
Dizer que fulana é quenga
Que Zeca comeu a empregada
Que Pedro quebrou a perna
Subindo pra chegar no telhado
Que Tripa andou trepando
Pulando a cerca do lado
Que o galo não tá cantando
Na fazenda de seu Aderaldo.
A língua desaforada
Que fala da vida do outro
Dizer que o cumpadre comeu carne
E que hoje ele roeu o osso
Que Mané soltou um peido
Que Odete levou um coice
Que Zezinho cortou o dedo
Abrindo a lata de doce.
É um fuxico arretado
Que se espalha em boca em boca
Toinha que era virgem
Hoje não tem fama de moça
Que Onofre não é mais crente
Que a cobra engoliu um sapo
Que José viu lá na serra
Dois homens cabra safado
Fazendo o que não devia
No mato todo enroscado
Eita que língua ferina
Que fala de deus e do diabo!
Não sei como não cansa
Comendo e cuspindo no prato
Falando de noite e de dia
Até do pentelho do macaco.
Falando da vida alheia
Até do morto que tá enterrado.
Tomara que um dia essa língua
Da boca caia no chão
De tanto falar desse povo
Da vida de um cidadão
Será que essa língua infame
Com o corpo caberá no caixão?
Que ficará debaixo da terra
No inferno sem a salvação.
Agora terminando essa rima
Com uma simples interrogação
Não querendo modificar a história
Quando Deus fez esse mundão
Deixou escrito num livro
O começo da criação
Mas antes que me falhe a memória
Será que Eva comeu a fruta
Ou a cobra Comeu Adão?
Walter Poeta
Esse é um blog onde estou colocando os meus rabiscos.Pois o poeta cria os seus poemas e depois os amam , como se fossem seus próprios filhos.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
LUGARZINHO DISTANTE
Num lugar muito distante
Onde a morte vive a observar
O sol castigando a terra
A boiada só faz caminhar.
Mulheres,homens e meninos
Vão seguindo a procissão
Com a fé que ainda existe
Com o sol quente sobre o chão.
O sabiá que cantava o seu canto
O sertão já deixou de escutar
Ficou o ermo,o silêncio a esperança
O girasol deixou de brotar.
O povo tinha muita fartura
Aroz,mandioca e milho pra munguzá
Nunca mais choveu na roça
E nem o diabo bateu as botas por lá.
Quando morre o dia no fim da tarde
Os vaga lumes chegam com a escuridão
Maruim,besouro e pernilongo
Dão voltas em um velho lampião.
E chega a noite com a lua nova
Os cantadores vão tocar
Tem pandeiro,sanfona e viola
Triângulo,zabumba e até ganzá.
Dançam e festejam a noite inteira
Vai tocando até o dia raiar
Zé pingunço,Januário e Severino
Improvisam o repente popular.
Walter Poeta
Onde a morte vive a observar
O sol castigando a terra
A boiada só faz caminhar.
Mulheres,homens e meninos
Vão seguindo a procissão
Com a fé que ainda existe
Com o sol quente sobre o chão.
O sabiá que cantava o seu canto
O sertão já deixou de escutar
Ficou o ermo,o silêncio a esperança
O girasol deixou de brotar.
O povo tinha muita fartura
Aroz,mandioca e milho pra munguzá
Nunca mais choveu na roça
E nem o diabo bateu as botas por lá.
Quando morre o dia no fim da tarde
Os vaga lumes chegam com a escuridão
Maruim,besouro e pernilongo
Dão voltas em um velho lampião.
E chega a noite com a lua nova
Os cantadores vão tocar
Tem pandeiro,sanfona e viola
Triângulo,zabumba e até ganzá.
Dançam e festejam a noite inteira
Vai tocando até o dia raiar
Zé pingunço,Januário e Severino
Improvisam o repente popular.
Walter Poeta
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PELA ESTAÇÃO
Guardo tua imagem
E tua lágrima dentro de um bolso paletó
Vou a estação pegar aquele trem
Nessa sexta feira de sol
Vou com aquela roupa
Que você me deu
No dia do meu aniversario
E aquele sapato que você escolheu
Que faz tempo que guardei
No armário.
Olho pro relógio
E vejo o tempo passar
E eu preciso muito correr
Você é o presente
Que a vida me deu
Por isso que hoje quero te ver.
Quando eu chegar
Você vai ter que entender
Que só você faz parte de um coração
Te dar um beijo ávido
Que ainda não dei
E voltar pra casa
Pela estação.
Mas se por acaso
Esse trem não passar
Eu vou voltar pela
Mesma estrada
Pois fiquei sabendo
Que o maquinista
Também foi visitar a namorada.
Em todos os momentos
Na estrada em cada porto
Em cada pensamento
tem um mundo sempre mais novo.
Walter Poeta
E tua lágrima dentro de um bolso paletó
Vou a estação pegar aquele trem
Nessa sexta feira de sol
Vou com aquela roupa
Que você me deu
No dia do meu aniversario
E aquele sapato que você escolheu
Que faz tempo que guardei
No armário.
Olho pro relógio
E vejo o tempo passar
E eu preciso muito correr
Você é o presente
Que a vida me deu
Por isso que hoje quero te ver.
Quando eu chegar
Você vai ter que entender
Que só você faz parte de um coração
Te dar um beijo ávido
Que ainda não dei
E voltar pra casa
Pela estação.
Mas se por acaso
Esse trem não passar
Eu vou voltar pela
Mesma estrada
Pois fiquei sabendo
Que o maquinista
Também foi visitar a namorada.
Em todos os momentos
Na estrada em cada porto
Em cada pensamento
tem um mundo sempre mais novo.
Walter Poeta
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
PAREDES DE ESPINHOS
Peço qualquer sensação
Daquilo que não espero
Mas foi por acaso
Que eu me vi nessa provocação.
Mas cego nesses olhos
Que trazem a luz na escuridão
Conflito de um pobre jogador
Que joga as dores em nós.
Eu nunca me desespero
Vendo o mundo nessa hipocrisia
E o povo ainda espera
O prato de barriga vazia.
Renego a sua boa intenção
Cheia de mau sentimento
E o tempo é o nosso conselheiro
Nesse exato momento.
Sei que essa insegurança
Me deixa um pouco sozinho
Mas não vão tentar me empurrar
Nessas paredes de espinhos.
Me diga se o mundo
Está de cabeça pra baixo
Eu vivo e me pergunto
Se o bem que eu faço
É certo ou errado?
Walter Poeta e Alexandre de Lima
Daquilo que não espero
Mas foi por acaso
Que eu me vi nessa provocação.
Mas cego nesses olhos
Que trazem a luz na escuridão
Conflito de um pobre jogador
Que joga as dores em nós.
Eu nunca me desespero
Vendo o mundo nessa hipocrisia
E o povo ainda espera
O prato de barriga vazia.
Renego a sua boa intenção
Cheia de mau sentimento
E o tempo é o nosso conselheiro
Nesse exato momento.
Sei que essa insegurança
Me deixa um pouco sozinho
Mas não vão tentar me empurrar
Nessas paredes de espinhos.
Me diga se o mundo
Está de cabeça pra baixo
Eu vivo e me pergunto
Se o bem que eu faço
É certo ou errado?
Walter Poeta e Alexandre de Lima
BLECKOUT SOUL BLUES
Baby,não tenha medo
Do amanhã que você ainda não viu
Baby,já vi lugares piores
Na madrugada
Na encruzilhada da morte.
Na minha vida
Já vi coruja
Já vi a bruxa voar
Já vi gnomos
E o morcego chupar
O sangue virgem da samaritana.
Baby,supere o medo
Que o gato preto
A alma negra ele tem
Ele está comedo
E atravessando
A longa estrada da sorte.
O meu blues é negro
A minha alma é negra
E o café preto
É black também
Na minha lua turva
nessa luz escura
E nessa clara noite
Um blues cai bem
E mesmo a meia noite
Um bleckout chegou.
Agora cante um blues.
Walter Poeta e Alexandre de Lima
Do amanhã que você ainda não viu
Baby,já vi lugares piores
Na madrugada
Na encruzilhada da morte.
Na minha vida
Já vi coruja
Já vi a bruxa voar
Já vi gnomos
E o morcego chupar
O sangue virgem da samaritana.
Baby,supere o medo
Que o gato preto
A alma negra ele tem
Ele está comedo
E atravessando
A longa estrada da sorte.
O meu blues é negro
A minha alma é negra
E o café preto
É black também
Na minha lua turva
nessa luz escura
E nessa clara noite
Um blues cai bem
E mesmo a meia noite
Um bleckout chegou.
Agora cante um blues.
Walter Poeta e Alexandre de Lima
SOB A LENTE
Um cego enxerga seu rumo
Logo todos vão seguir
Não importa o absurdo
Que eles irão enxergar
Um louco grita pro mundo
Eu tenho uma solução
E o tolo entrega a sua fé
Errando na contra mão.
É fácil manipular
As almas indecisas
Que buscam uma verdade
Querendo nos encontrar.
E o jogo do poder
Conhecendo se domina
E se torna bem mais fácil
Pra quem sabe se expressar.
Walter Poeta e Alexandre de Lima
Logo todos vão seguir
Não importa o absurdo
Que eles irão enxergar
Um louco grita pro mundo
Eu tenho uma solução
E o tolo entrega a sua fé
Errando na contra mão.
É fácil manipular
As almas indecisas
Que buscam uma verdade
Querendo nos encontrar.
E o jogo do poder
Conhecendo se domina
E se torna bem mais fácil
Pra quem sabe se expressar.
Walter Poeta e Alexandre de Lima
SEGREDOS
Todo mundo fala que você me ama
Todo mundo fala que você me amou
Venha para perto de mim
Mostre o teu sorriso
Mostre a tua idéia
Dentro dese jogo
Dentro do teu corpo
Dentro do teu mundo
É tudo que preciso saber.
Mostre a tua cara
A tua outra metade
realidade rara
Que podemos ver
Venha para perto de mim
Faça um sinal antes de vir
mesmo que eu não veja
Mas quero ter certeza
Que você me amou.
Walter Poeta
Todo mundo fala que você me amou
Venha para perto de mim
Mostre o teu sorriso
Mostre a tua idéia
Dentro dese jogo
Dentro do teu corpo
Dentro do teu mundo
É tudo que preciso saber.
Mostre a tua cara
A tua outra metade
realidade rara
Que podemos ver
Venha para perto de mim
Faça um sinal antes de vir
mesmo que eu não veja
Mas quero ter certeza
Que você me amou.
Walter Poeta
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