segunda-feira, 18 de julho de 2011

Abril de 200

Algumas coisas
Se tornam difíceis nesse momento
Não consigo dá um nó na gravata
Atacar os botões da camisa.
Paciente,
Observo como a vida é mais
Difícil do que viver.
Falar é mais fácil
Quando tudo está melhor.
Enquanto pássaros voam contra o vento
Sou a favor do destino
Espio cada minuto que passa
Fico quieto a espera de um fato
Qualquer acontecimento que mude
A minha existência.
Mas a minha idade,
Tem tudo haver com o meu rosto
As árvores crescem de acordo com o tempo
E novamente me vejo
Crescer diante de um espelho
Antes disso,
Duas crianças nascem no mesmo mês
Os anjos festejam com boas vindas
Agora posso falar,gritar
Falar mais de dois palavrões
Depois faço sinal com a fumaça
De um cigarro nas ponta dos dedos
Tentando me entreter dessa vida
Que talvez eu mereça
Nesse mês de abril




Walter Poeta

FOGO AOS LENÇOIS

deixe-me perder a cabeça
beijando a sua boca gelada
Lamber ardentemente os teus dedos
Sentir as tuas unhas afiadas

Faça com que sua língua atrevida
Fique mais um pouco indecente
Que o seu orgasmo sejá múltiplo e explosivo
Vendo você deslizar a cabeça até o meu pênis

Quero te levar ao delírio
E te ver toda aberta na cama
Explorar cada parte do teu corpo
Pra você ter uma estimulação clitoriana

Quero me contorcer de prazer
Colocando a minha língua na tua boca
Te penetrar em questão de segundos
Só para te ver excitada parecendo uma louca

Quando estivermos no auge da transa
Quero te beijar os teus ombros e seios
Só pra ver subir até as paredes
E entregarmos o nosso amor ao devaneio

Depois que chegarmos ao orgasmo
descansaremos para abaixar o nosso fogo
Esperaremos apenas uns doze minutos
E a nossa loucura começará tudo de novo








Walter Poeta

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ESPERANÇA SERTANEJA

A tarde chega a noite logo escurece
Vou fazer aquela prece para o meu santo protetor
Pedindo a ele muita água muita fartura
Acendo uma maço de velas pro meu povo sofredor

A seca é braba o carcará é traiçoeiro
Pega a sua preza e mata pra poder soberviver
E a vela queima nos pés do meu santo forte
Na rede velha eu balanço vendo a hora amanhecer


Quando amanhece a vela está apagada
O galo canta lá fora acorda a fé do meu povo
Calço o chinelo lavo o rosto pego a enxada
E quando eu volto pra casa faço minha a prece de novo.







WALTER POETA

CANÇÃO SEM NOTA

Uma pequena canção uma pedra
Uma pequena ilha deserta
Um coração pequeno
Uma vida
Uma lágrima na rua perdida

Na direção da rua um corpo
Mas é corpo que fica em cima da terra
A minha sombra é que faz
sombra pra ela
A morte que não vejo me espera
Enquanto espero uma canção
Em outra vida.

sábado, 26 de março de 2011

TENHO FÉ

Tenho fé
da camada de ozônio fechar
das pessoas não falar
mais palavrões
da esperança ter esperança
do ódio amar a raiva
dos políticos nunca mais roubar.

Tenho fé
do rico dividir com o pobre
do pobre não falar mal do rico
da vizinha nunca mais fuxicar
da queda nunca mais cair
da morte não levar a vida

domingo, 20 de março de 2011

SEJAM BEM VINDOS!

venham amigos!
entrem em minha casa
gritem,quebrem garrafas
de cervejas e subam na mesa
Recitem poemas,poesias
falem de políticas e novelas
E assim eu ouvirei

Venham amigos!
pisem no tapete
vomitem em minha cama
falem palavrões,dancem,
Risquem na parede
adoeçam...
Tem remédios,aguá e copos
E só assim eu compreenderei

Agora só não fale da minha esposa
só não reclame com a minha mãe
mas podem até me xingar
Mas sejam bem vindos!






Walter Poeta

sábado, 20 de fevereiro de 2010

POEMETO

Somei o meu amor Com a vida
Depois múltipliquei com a saudade
Dividi com a esperança
Pois sabendo que um dia
Essse amor ia diminuir
Mas esse amor que busquei
Foi crescendo cada vez mais...
E sei que não foi a prazo
Teve juros , eu juro.






Walter poeta